Mesmo com os protetores corretos, falhas de uso comprometem a proteção.
Conheça os 10 erros mais frequentes e como corrigi-los para manter a audição segura.
1. Não inserir corretamente o protetor tipo plug
A inserção incorreta deixa espaços por onde o ruído entra.
Solução: ensine o trabalhador a comprimir o plug, inserir até o ajuste total e esperar a expansão.
2. Usar protetor sujo ou molhado
A sujeira altera o formato e reduz a vedação.
Solução: higienize conforme o fabricante e armazene em local limpo e seco.
3. Compartilhar protetores entre colegas
O uso compartilhado pode causar infecções e perda de vedação.
Solução: protetores auditivos são de uso individual e intransferível.
4. Usar o protetor parcialmente inserido
Muitos trabalhadores deixam o protetor “meio encaixado”, reduzindo drasticamente a atenuação.
Solução: treinar visualmente o ajuste e reforçar com fit test.
5. Ignorar a substituição periódica
Com o tempo, espuma e hastes perdem elasticidade.
Solução: substituir conforme a recomendação do fabricante ou quando houver desgaste.
6. Usar protetor inadequado para o nível de ruído
Cada ambiente requer um NRRsf específico.
Solução: realizar medições de ruído (dosimetria) e escolher o modelo ideal.
7. Não realizar testes de vedação
Sem o fit test, não há como saber se o protetor realmente protege.
Solução: incluir o teste no PCA e registrar resultados.
8. Não realizar treinamento periódico
O treinamento inicial é importante, mas a reciclagem é indispensável.
Solução: reforce boas práticas anualmente.
9. Usar com acessórios que interferem na vedação
Brincos, toucas ou óculos podem deslocar o protetor tipo concha.
Solução: ajustar todos os EPIs de forma compatível.
10. Desconsiderar desconforto
O incômodo leva ao abandono do uso.
Solução: testar diferentes tamanhos e materiais (espuma, silicone ou concha).
O Instituto Treni ensina, no curso de Proteção Auditiva, como treinar equipes e eliminar falhas práticas no uso dos protetores, garantindo resultados reais na redução do ruído ocupacional.

