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Nova NR-1: O Que Mudou Sobre os Riscos Psicossociais? Veja as atualizações

A atualização da NR-1 trouxe uma das maiores mudanças recentes na área de Segurança e Saúde no Trabalho, os fatores psicossociais passaram a ganhar destaque dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Na prática, isso significa que as empresas precisam olhar também para fatores ligados à organização do trabalho que podem contribuir para desgaste físico e mental dos trabalhadores.

O que mudou na NR-1?

Antes da atualização, a NR-1 já determinava o gerenciamento dos riscos ocupacionais. Porém, os fatores psicossociais acabavam sendo ignorados ou tratados de forma muito superficial em muitas empresas.

Agora, a norma reforça que esses fatores também devem fazer parte da avaliação de riscos e do inventário do PGR.

Entre os exemplos mais comuns estão:

• sobrecarga de trabalho;
• pressão excessiva;
• assédio;
• jornadas intensas;
• falta de autonomia;
• falhas de comunicação;
• conflitos organizacionais;
• desgaste contínuo nas atividades.

A NR-1 avalia a vida pessoal do trabalhador?

Não. Esse é um dos maiores erros de interpretação da atualização da norma.

A NR-1 não possui objetivo clínico e não busca avaliar emoções, vida privada ou problemas pessoais dos trabalhadores.

O foco está nos fatores relacionados ao trabalho e na forma como as atividades são organizadas dentro da empresa.

O que as empresas precisam fazer?

As organizações devem incluir os fatores psicossociais dentro do processo do GRO.

Isso envolve:

• identificar perigos;
• avaliar riscos;
• implementar medidas preventivas;
• acompanhar os resultados;
• atualizar o inventário de riscos;

A proposta é fortalecer a prevenção e melhorar as condições reais de trabalho.

Nesse cenário, a capacitação das equipes e das lideranças passa a ter papel fundamental para que as empresas consigam compreender e aplicar corretamente as novas exigências da NR-1. O Instituto Treni atua na formação de profissionais por meio de cursos e treinamentos em Segurança e Saúde no Trabalho, auxiliando organizações na implementação de práticas preventivas e na atualização sobre as Normas Regulamentadoras.

Todas as empresas precisam se adequar?

Sim. A atualização da NR-1 alcança organizações de diferentes portes e segmentos.

Além disso, a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), prevista na NR-17, também passa a ter papel importante nesse processo, ajudando na identificação dos fatores psicossociais presentes nas atividades. 

Qual o prazo de adequação?

As organizações possuem prazo até 26 de maio de 2026 para adequação às novas exigências relacionadas aos fatores psicossociais dentro da NR-1.

Por isso, muitas empresas já começaram a revisar:

• PGR;
• inventário de riscos;
• processos internos;
• avaliações ergonômicas;
• estratégias de prevenção ocupacional. 

Onde buscar informações oficiais?

Um dos principais canais de referência é a ENIT (Escola Nacional da Inspeção do Trabalho), que disponibiliza materiais técnicos e orientações sobre a implementação da NR-1.

Esses conteúdos ajudam empresas e profissionais de SST a entender como aplicar corretamente as novas exigências.

Além disso, treinamentos e capacitações voltados à gestão de riscos ocupacionais e às atualizações normativas têm se tornado cada vez mais importantes para apoiar empresas nesse processo de adequação. 

A prevenção ganhou ainda mais importância

A atualização da NR-1 reforçou algo que já vinha sendo discutido há anos: saúde mental também faz parte da Segurança e Saúde no Trabalho.

Mais do que atender uma obrigação legal, a gestão dos fatores psicossociais ajuda a melhorar o ambiente organizacional, fortalecer a prevenção de afastamentos e promover melhores condições de trabalho.

Com as atualizações da NR-1, cresce também a necessidade de empresas e profissionais estarem preparados para identificar, avaliar e controlar esses riscos de forma adequada. O Instituto Treni oferece cursos e treinamentos em Segurança e Saúde no Trabalho voltados à atualização profissional, aplicação das Normas Regulamentadoras e fortalecimento das práticas preventivas dentro das organizações.

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