Ginástica laboral é uma excelente ferramenta na gestão de SST

Por redação do Instituto Treni

De tempos em tempos, a administração corporativa integra alguma ferramenta que se torna a queridinha das lideranças de plantão. O programa de Ginástica Laboral é um exemplo dessa tendência que não pode e não deve ter o mesmo fim dos modismos passageiros. Isso pelo motivo de que a ginástica laboral, que vem sendo incluída na gestão de saúde e segurança do trabalho, tem um importante papel a cumprir, que é contribuir com o bem-estar físico e mental dos trabalhadores. Mas para que essa ferramenta traga efetivos resultados não pode ser uma cópia em série, nem entregue ao técnico de segurança do trabalho para que ele seja o instrutor. Nem pensar! Primeiramente, é preciso escolher o profissional certo para essa atividade, seja um fisioterapeuta, professor de ginástica ou um fisioterapeuta ocupacional. São essas profissões que detêm a técnica do trabalho corporal, podendo conduzir e acompanhar se os trabalhadores que participam do programa estão realizando os exercícios corretamente. Além disso, a empresa interessada em implantar o programa não pode solicitar o orçamento por telefone. O profissional precisa conhecer o ambiente de trabalho, a atividade exercida pelos trabalhadores e até mesmo o ramo da empresa. Por exemplo, eletricistas de uma concessionária de energia precisam praticar um tipo de exercício diferente dos analistas de investimento da bolsa de valores. Trabalhadores com demandas musculares e psicológicas diversas precisam de exercícios diferentes. Empregados operacionais que carregam caixas e os administrativos realizam esforço muscular distinto.

Portanto, é desejável que os grupos da ginástica sejam separados. Também a questão dos horários deve levar em conta os objetivos de cada setor. A ginástica no início do expediente busca o aquecimento, o que é voltado para quem executa serviço mais pesado. Para quem trabalha sentado, o horário mais adequado é no meio da jornada, com função compensatória aos músculos. Já a ginástica realizada no fim do expediente é voltada ao relaxamento, para quem trabalha sob tensão e com grandes responsabilidades. O professor de ginástica vai desenvolver programas específicos para cada perfil profissional.

A ginástica laboral não faz mágica e não é recreação, que por si só impeça as pessoas de adoecerem por causa do ambiente ocupacional. É, na verdade, quando bem planejada, uma ferramenta a mais no contexto da ergonomia e segurança do trabalho. É claro que a ginástica laboral não é obrigatória, mas quando o superior hierárquico participa das sessões, cria-se um estimulo para a participação de todos.

 

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