Agosto Lilás nas empresas: como trabalhar a conscientização pelo fim da violência contra a mulher

O mês de agosto é marcado por uma campanha de grande importância social: o Agosto Lilás, dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

Instituído pela Lei nº 14.448/2022, o Agosto Lilás é reconhecido nacionalmente como o mês de proteção à mulher, com foco na prevenção e no enfrentamento da violência. A campanha também faz referência à Lei Maria da Penha, Lei nº 11.340/2006, criada para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Dentro das empresas, esse tema também precisa ser tratado com seriedade, respeito e responsabilidade. Afinal, o ambiente de trabalho deve ser um espaço seguro, acolhedor e livre de qualquer forma de violência, discriminação ou assédio.

Por que falar sobre Agosto Lilás no ambiente corporativo?

A violência contra a mulher não acontece apenas no ambiente doméstico. Ela também pode aparecer de diferentes formas nas relações profissionais, nos comportamentos diários, nas falas naturalizadas e nas atitudes que geram constrangimento, medo, humilhação ou exclusão.

Por isso, falar sobre Agosto Lilás na empresa é uma forma de reforçar a cultura de respeito, orientar trabalhadores e lideranças, fortalecer canais de denúncia e deixar claro que condutas abusivas não devem ser toleradas.

A Segurança e Saúde no Trabalho vai além do uso de EPIs, procedimentos operacionais e prevenção de acidentes físicos. Ela também envolve a construção de ambientes saudáveis, respeitosos e seguros para todas as pessoas. A cartilha de Agosto Lilás da Treni reforça justamente esse ponto ao destacar que a segurança do trabalho exige a preservação da integridade física e emocional das mulheres.

Quando a empresa promove ações de conscientização, ela contribui para que os colaboradores reconheçam situações de risco, saibam como agir diante de condutas inadequadas e entendam onde buscar apoio.

Quais formas de violência precisam ser conhecidas?

Um dos primeiros passos para combater a violência contra a mulher é conhecer suas formas de manifestação. Nem toda violência começa de maneira explícita. Muitas vezes, ela aparece em comportamentos repetidos, comentários ofensivos, piadas desrespeitosas, ameaças, controle, humilhações ou chantagens.

Entre os principais tipos de violência e assédio, estão:

Violência física: ações que causam dor ou lesão corporal.

Violência psicológica: humilhações, ameaças, chantagens, controle ou manipulação.

Violência moral: calúnia, difamação, injúria ou espalhamento de boatos.

Violência sexual: contato físico não desejado, comentários de conotação sexual, coerção ou chantagem.

Violência patrimonial: retenção ou destruição de ferramentas de trabalho, documentos ou recursos financeiros.

Esses exemplos também são apresentados na cartilha que a Treni disponibiliza para empresas trabalharem o tema com suas equipes.

O papel da empresa no Agosto Lilás

A empresa tem um papel essencial na prevenção de condutas abusivas e na promoção de um ambiente seguro. Isso não significa transformar o local de trabalho em um espaço de exposição pessoal, mas sim criar uma cultura onde respeito, acolhimento e responsabilidade sejam prioridades.

Algumas ações importantes incluem:

Divulgar informações confiáveis sobre o Agosto Lilás, a Lei Maria da Penha e os canais de apoio.

Promover DDS ou conversas orientativas sobre respeito, assédio, violência e acolhimento.

Disponibilizar materiais informativos em murais, grupos internos, e-mails ou plataformas corporativas.

Reforçar canais de denúncia internos, como RH, liderança, ouvidoria, canal de ética ou CIPA.

Orientar lideranças para reconhecer sinais de condutas abusivas e agir com responsabilidade.

Manter postura de tolerância zero diante de assédio, piadas machistas, intimidação, humilhações ou qualquer comportamento desrespeitoso.

Como trabalhar o Agosto Lilás na empresa?

A campanha pode ser aplicada de forma simples e prática, sem precisar de grandes estruturas. O mais importante é que a comunicação seja clara, respeitosa e contínua.

A empresa pode realizar um DDS sobre o tema, enviar um comunicado interno, disponibilizar uma cartilha, divulgar um post nas redes sociais corporativas, fixar materiais em murais ou promover uma conversa com a equipe.

Também é possível envolver lideranças e RH em ações rápidas, como uma orientação de 10 minutos sobre respeito no ambiente de trabalho, prevenção ao assédio, acolhimento de relatos e canais de apoio disponíveis.

Além disso, é importante que a empresa divulgue os canais de apoio e denúncia de forma clara e acessível, para que todos saibam onde buscar ajuda ou encaminhar uma situação de risco.

Entre os principais canais estão:

Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, serviço público essencial para orientação sobre direitos, leis e rede de atendimento à mulher.

Ligue 190: Polícia Militar, para situações de emergência.

Ligue 100: Direitos Humanos.

Canais internos da empresa: RH, canal de denúncias, liderança, CIPA ou setor responsável.

Essas informações podem estar presentes em murais, comunicados internos, cartilhas, DDS, campanhas visuais e ações de conscientização, garantindo que os colaboradores saibam como agir e onde procurar apoio.

O Agosto Lilás não deve ser tratado apenas como uma ação simbólica. Ele precisa gerar reflexão, fortalecer a responsabilidade coletiva e reforçar que o ambiente de trabalho deve ser um espaço seguro, respeitoso e livre de violência

Material de apoio para empresas

Acessar materiais da Campanha Agosto Lilás

Baixar materiais da Campanha de Agosto Lilás

Para ajudar as empresas a trabalharem esse tema de forma prática, a Treni disponibiliza uma cartilha especial sobre o Agosto Lilás, com orientações para gestores e colaboradores promoverem um ambiente mais seguro e livre de assédio.

O material aborda o significado da campanha, a relação com a Lei Maria da Penha, os tipos de violência e assédio, o ciclo da violência, o papel da liderança, o papel da equipe, formas de ajudar e canais de apoio e denúncia.

Esse conteúdo pode ser utilizado em DDS, murais internos, ações de RH, campanhas de SST, treinamentos rápidos e comunicados corporativos.

Conclusão

Falar sobre Agosto Lilás dentro das empresas é uma forma de reforçar que a prevenção também passa pela informação, pelo respeito e pelo acolhimento.

Cada ação importa na construção de um ambiente mais seguro e livre de violência contra a mulher. Quando a empresa informa, orienta e abre espaço para esse diálogo, ela contribui para uma cultura mais humana, responsável e preventiva.

O silêncio não é opção. Prevenir, orientar e acolher também fazem parte do cuidado com as pessoas.

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