Saúde Mental e Trabalho: Por Que as Empresas Precisam se Preocupar?

Durante muito tempo, saúde mental no trabalho foi tratada apenas como questão de bem-estar. Hoje, o cenário é diferente.

Os impactos dos fatores psicossociais já afetam diretamente produtividade, afastamentos, desempenho das equipes e custos das empresas em todo o mundo.

Segundo dados da OIT e da OMS, cerca de 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos todos os anos devido à depressão e à ansiedade. O prejuízo econômico global chega próximo de um trilhão de dólares em perda de produtividade.

Isso mostra que os riscos psicossociais deixaram de ser apenas uma preocupação de RH e passaram a fazer parte da gestão estratégica das organizações.

O cenário brasileiro também preocupa

No Brasil, os transtornos mentais já aparecem entre as principais causas de adoecimento ocupacional.

Dados de afastamentos mostram destaque para:

• CID F41 – Transtornos ansiosos;
• CID F32 – Episódios depressivos;
• CID F43 – Reações ao estresse grave.

Somados, esses transtornos representam parcela significativa dos afastamentos relacionados ao trabalho.

Esse cenário reforça como fatores ligados à organização das atividades podem impactar diretamente a saúde dos trabalhadores.

O que isso tem a ver com a NR-1?

A atualização da NR-1 reforçou que os fatores psicossociais devem fazer parte do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Isso significa que as empresas precisam avaliar condições relacionadas a:

• sobrecarga de trabalho;
• pressão excessiva;
• jornadas intensas;
• falhas de comunicação;
• conflitos organizacionais;
• falta de autonomia;
• desgaste contínuo nas atividades.

O foco da norma é prevenir fatores que possam contribuir para adoecimento relacionado ao trabalho.

Saúde mental também impacta produtividade

Ambientes com pressão excessiva, falhas organizacionais e desgaste constante tendem a apresentar:

• aumento de afastamentos;
• queda de produtividade;
• maior rotatividade;
• conflitos internos;
• fadiga ocupacional;
• perda de engajamento das equipes.

Por isso, a prevenção dos fatores psicossociais também se tornou uma estratégia operacional e econômica para as empresas.

A prevenção começa na organização do trabalho

A NR-1 não exige avaliações psicológicas individuais dos trabalhadores.

O foco está nas condições de trabalho e na forma como as atividades são organizadas.

Na prática, a empresa deve observar:

• como o trabalho acontece;
• quais fatores geram pressão excessiva;
• como as demandas são distribuídas;
• quais condições podem favorecer desgaste físico e mental.

Esse processo faz parte da gestão preventiva prevista no GRO.

Gestão Preventiva: Mais Segurança, Organização e Produtividade

Quando os fatores psicossociais são tratados de forma estruturada, a empresa consegue melhorar o ambiente de trabalho e reduzir impactos relacionados ao adoecimento ocupacional.

Mais do que atender uma exigência da NR-1, investir em prevenção ajuda a fortalecer:

• produtividade;

• organização das atividades;

• gestão das equipes;

• clima organizacional;

• saúde ocupacional.

A atualização da NR-1 reforçou que saúde mental e gestão ocupacional precisam caminhar juntas dentro das empresas.

Com as novas exigências relacionadas ao GRO e aos fatores psicossociais, cresce também a importância da atualização profissional em SST. O Instituto Treni contribui nesse processo por meio de treinamentos e capacitações que auxiliam empresas e trabalhadores na aplicação prática das medidas preventivas e das exigências previstas nas Normas Regulamentadoras.

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